Caderno de apresentação · 03 / 04
Do preparo
ao pasto formado.
Escolha da área, implantação e acompanhamento. Um roteiro para planejar o plantio e seus custos.
01 · Antes do plantio
Escolher a área e preparar o calendário.
A Circular Técnica 73 descreve a introdução por sementes em pastagem já estabelecida, nas condições do Acre.
O método parte de uma pastagem produtiva ou em início de degradação, com poucas plantas daninhas e pouco solo descoberto. A análise do solo e o regime de chuvas orientam o preparo e o calendário.
Valentim et al., 2017 · pp. 2–4 ↗
Ver compatibilidade, diagnóstico e calendário
O primeiro passo é avaliar o pasto que já existe.
O método é indicado para pastagens produtivas ou em início de degradação, com poucas plantas daninhas e poucas manchas de solo descoberto. Áreas muito degradadas demandam outra estratégia de recuperação.
O documento destaca a compatibilidade com humidícola, tangola, gramíneas do gênero Cynodon e B. decumbens. A técnica descrita não foi recomendada para Panicum maximum, ainda não testado nesse método na publicação.
Antecedência para o diagnóstico
Coletar a amostra de solo de 0–20 cm pelo menos 120 dias antes do plantio permite analisar, interpretar e planejar os insumos.
Se houver necessidade de calcário, a referência orienta aplicação 45–60 dias antes do preparo. A dose depende da análise do solo.
No Acre, outubro–novembro é a janela descrita para o início do plantio. Em outra região, o calendário acompanha o regime local de chuvas.
02 · Implantação em faixas
Reduzir a competição para estabelecer a leguminosa.
O protocolo combina rebaixamento do capim, preparo parcial da área e semeadura em linhas.
- 01
Rebaixar a pastagem
O pastejo prévio reduz a massa e a competição do capim antes do preparo.
- 02
Preparar faixas alternadas
A referência descreve duas passagens de enxada rotativa em faixas de 4 m, ocupando 50% da área.
- 03
Semear em seguida
Sementes com dormência considerada e qualidade conhecida; adubação conforme a análise do solo.
Valentim et al., 2017 · pp. 4–6 ↗
Consultar parâmetros de semeadura e qualidade do lote
| Parâmetro | Referência publicada | Como interpretar |
|---|---|---|
| Largura das faixas | 4 m, alternadas | Preparo de 50% da área total. |
| Entre linhas | 0,50 m | Dentro das faixas de solo preparadas. |
| Profundidade | 2–5 cm | Parâmetro de semeadura da Circular 73. |
| Densidade linear | 10–12 sementes/m | Ajustar a distribuição e conferir o equipamento. |
| Referência de sementes | 12 kg de sementes puras viáveis/ha cultivado | O peso do lote depende do seu valor cultural e da fração de área plantada. |
| Exemplo da publicação | 11 kg de sementes/ha total | Valor cultural de 56% e implantação em 50% da área. |
Valentim et al. (2017), Circular Técnica 73, pp. 4–6.
O lote faz parte do dimensionamento.
Pureza, germinação, viabilidade, vigor e dormência descrevem aspectos diferentes da qualidade. Conferir o valor cultural e o tratamento de dormência antes da operação. O protocolo do pasto também difere do campo destinado à produção de sementes.
03 · Depois da semeadura
Acompanhar o estabelecimento e o equilíbrio do pasto.
O manejo inicial reduz a competição do capim e ajuda a preservar a leguminosa ao longo do tempo.
Observação inicial
Avaliar a necessidade de controle de plantas daninhas nas faixas semeadas.
Primeiro pastejo no Acre
Média relatada. A entrada depende da cobertura do solo e do estabelecimento.
Participação da leguminosa
Faixa de composição botânica indicada para orientar o manejo do consórcio.
Valentim et al., 2017 · pp. 6–8 ↗
Ver o manejo da primeira entrada e do consórcio
Primeira entrada dos animais
Após a semeadura, a área permanece vedada até as forrageiras cobrirem o solo. O primeiro pastejo é leve, com consumo preferencial das pontas do capim, favorecendo a entrada de luz.
Condução do consórcio
Observar as faixas com leguminosa e evitar pastejo excessivo nelas. As alturas de entrada e saída acompanham a gramínea e a estação do ano; o manejo rotacionado favorece a colonização das faixas.
04 · Referência de custos
O orçamento publicado e o orçamento do projeto.
A Tabela 1 da Circular 73 reúne coeficientes para 1 ha total de pastagem, com preparo e semeadura em 50% da área.
Referência por hectare em 2017
Orçamento publicado para 1 ha total, com preparo e semeadura em 50% da área.
É um valor histórico. O orçamento do projeto exige cotações locais atualizadas.
Valentim et al., 2017 · p. 10, Tabela 1 ↗
Consultar o orçamento histórico de 2017
| Componente | Base da publicação | R$/ha total |
|---|---|---|
| Serviços | Preparo, semeadura/adubação, aplicação de controle e apoio. | 185,58 |
| Sementes | 11 kg/ha, VC de 56%, preço estimado de R$ 32,60/kg. | 358,60 |
| Adubo | Superfosfato triplo na condição de solo avaliada. | 88,78 |
| Insumo de controle | Valor considerado no orçamento histórico. | 20,00 |
| Total de referência em 2017 | 652,96 | |
O preço de R$ 32,60/kg era uma expectativa de comercialização construída a partir de custos de produção e acréscimos de processamento e comercialização. A tabela precisa de cotações locais atualizadas para uso no projeto.
Valentim et al. (2017), Circular Técnica 73, p. 10, Tabela 1 e texto explicativo.
Dimensionar sementes e preencher cotações
Leitura da fonte
A cartilha de implantação.
Circular Técnica 73 · Embrapa Acre, 2017.
Para aprofundar
Estudos e publicações.
Abra uma referência para consultar a autoria, as páginas e o PDF completo.
2017Semeadura de amendoim forrageiro BRS Mandobi em pastagens estabelecidas
Valentim e colaboradores · Embrapa Acre
Circular Técnica 73, 16 páginas. Implantação, pp. 2–8; orçamento histórico, p. 10, Tabela 1; resultados de corte, p. 11.
2019Banco de proteína de amendoim forrageiro BRS Mandobi: uma alternativa sustentável de alimentação do rebanho leiteiro no Acre
Sales e colaboradores · Embrapa Acre
Circular Técnica 77. Nutrição e manejo, pp. 12–13; produção de leite dos grupos, Tabelas 1–3, pp. 18–20.
