Caderno de apresentação · 04 / 04

Produzir, colher
e distribuir sementes.

O ciclo de uma área matriz: formar o campo, recuperar as sementes do solo e preparar os lotes para distribuição.

Estabelecimento inicial de área voltada à produção de sementes. Foto: Judson Ferreira Valentim / Embrapa · p. 16 do PDF.

01 · A finalidade da área

Um campo para produzir sementes.

Produto beneficiado na publicação. Foto: Giselle Mariano Lessa de Assis · Embrapa, 2011, p. 30.

O projeto começa com um campo exclusivo de Mandobi, manejado para colher sementes e preparar lotes para outras áreas.

3.040 kg de sementes puras colhidas por hectare

Referência do modelo histórico da Embrapa: 3.800 kg/ha de produção total, correspondentes a 3.040 kg/ha de sementes puras, em Rio Branco/AC. Estudos de 2005–2008; colheita entre 18 e 21 meses. Não é garantia de rendimento para este projeto.

Contexto da produtividade e da estrutura do campo

O manual também descreve aproximadamente 3 mil kg/ha de sementes puras nas condições do Acre. O modelo de 1 hectare reúne campo, infraestrutura e processamento. Para dimensionar a área matriz, o projeto precisa medir sua própria recuperação na colheita, perdas de beneficiamento e qualidade final dos lotes.

O campo sementeiro é apresentado em cultivo solteiro. Seu planejamento difere da área de pastagem consorciada utilizada pelos animais.

A formação começa com material de origem conhecida, preparo do solo e semeadura em linhas, seguida do acompanhamento do estabelecimento e das plantas daninhas. Solo, acesso para as máquinas e capacidade de colheita e beneficiamento devem ser planejados juntos antes de definir a escala do campo.

Embrapa Acre, 2011 · pp. 3–4, 16 e 33–35 do PDF.

Embrapa Acre, 2011 · pp. 3–4 e 33–35 do PDF ↗

02 · Da planta ao banco de sementes

A produção se acumula abaixo do solo.

Formação do fruto. Foto: Paola Cortez Bianchini · Embrapa, 2011, p. 4.

O florescimento é contínuo. Após a fecundação, uma estrutura cresce em direção ao solo, onde o fruto se desenvolve. Sementes maduras acumulam-se no solo.

18–21 meses até a colheita de referência

A presença das primeiras sementes não significa que o campo esteja pronto para colher. O momento depende da quantidade, maturidade e qualidade acumuladas, além das condições locais.

Florescimento, maturação e acompanhamento do campo

O manual descreve florescimento indeterminado e contínuo e sementes acumuladas desde os primeiros meses de produção. Por isso, o banco reúne sementes de diferentes idades e graus de dormência.

As amostragens de campo orientam a escolha do momento de colheita. A janela de 18–21 meses é uma referência das condições de Rio Branco, Acre; o calendário do projeto deve considerar solo, chuvas, maturação e capacidade de processamento.

Embrapa Acre, 2011 · pp. 4, 26–27 e 33 do PDF.

03 · Recuperação do material

Colher é recuperar as sementes do solo.

Colheita. Foto: Judson Ferreira Valentim · Embrapa, 2011, p. 28.

Na operação semimecanizada descrita pela Embrapa, a equipe remove a parte aérea, revolve o solo e separa as sementes do material recuperado. Em seguida, a produção segue para pré-limpeza e pós-colheita.

Máquinas, mão de obra e capacidade de secagem precisam acompanhar a mesma escala. O volume retirado do campo ainda inclui impurezas e precisa ser processado antes de se tornar um lote distribuível.

Sequência operacional da colheita
  1. Remover a biomassa

    Preparar a superfície e retirar resíduos que dificultam a operação.

  2. Recuperar o banco subterrâneo

    Revolver e separar o material com equipamentos ajustados ao solo e à maturação observada.

  3. Encaminhar à pré-limpeza

    Remover parte do solo e resíduos antes da secagem e do beneficiamento.

Embrapa Acre, 2011 · colheita semimecanizada, pp. 26–29 do PDF.

04 · Preparação do produto

Do material colhido ao lote analisado.

Alimentação manual do equipamento de pré-limpeza. Foto: Judson Ferreira Valentim / Embrapa · p. 29 do PDF.

Secagem e beneficiamento retiram impurezas e separam o material adequado. A conservação depende da qualidade inicial, da embalagem, da temperatura e da umidade durante o armazenamento.

Sementes puras representam uma quantidade física; germinação, viabilidade e condição sanitária precisam ser avaliadas. Cada lote deve ter sua qualidade documentada antes da distribuição. A dormência também precisa ser considerada na interpretação das análises e no planejamento de uso.

Beneficiamento, dormência e armazenamento

O manual apresenta separação com ar e peneiras, escovas e mesa gravitacional, conforme o material. O objetivo inclui retirar torrões, resíduos e vagens vazias ou imaturas, preservando as sementes de danos mecânicos. A lavagem aparece no orçamento histórico, mas o capítulo técnico a desaconselha; não é adotada aqui como etapa padrão.

O artigo de armazenamento de 2017 confirma que temperatura, umidade e tipo de embalagem afetam a conservação. Seus resultados não estabelecem prazo de validade universal: a programação de estoque e entrega depende das condições reais e das análises do lote.

Embrapa Acre, 2011 · pp. 29–33 do PDF. Souza et al., 2017 · Journal of Seed Science, pp. 288–296.

05 · Fornecimento e destino

Distribuir com origem e destino conhecidos.

A saída da área matriz será organizada por lotes: identificação, quantidade, análises, embalagem e condições de conservação. O planejamento conecta a produção disponível às áreas que receberão as sementes e registra cada entrega.

O fornecimento comercial exige conferir a origem do material, os registros e as autorizações aplicáveis ao projeto.

Registros e documentação para o fornecimento

RENASEM identifica as pessoas e atividades habilitadas; RNC trata da cultivar. Inscrição do campo, responsável técnico, registros de produção, análises e documentos de conformidade ou certificação seguem o enquadramento aplicável. A destinação comercial requer conferir as exigências vigentes com o responsável técnico e os órgãos competentes.

MAPA · RENASEM, CultivarWeb, inscrição da produção e legislação de sementes. Consulta em 27/10/2026.

Para aprofundar

Estudos e publicações.

Abra uma referência para consultar a autoria, as páginas e o PDF completo.

2011Produção de sementes de Arachis pintoi cv. BRS Mandobi no Acre

Assis, Valentim e Andrade (ed.) · Embrapa Acre, Sistema de Produção 4

Conteúdo publicado em 2011 e migrado em 2016 sem alterações. A data de impressão de 2023 não representa atualização técnica. Páginas citadas correspondem à numeração do PDF de 44 páginas.

2017Longevity of Arachis pintoi cv. BRS Mandobi seeds stored under different conditions

Souza e colaboradores · Journal of Seed Science, 39(3)

pp. 288–296. Estudo de temperatura, embalagem e conservação das sementes; o prazo de uso depende do lote e das condições de armazenamento.

2017Semeadura de amendoim forrageiro BRS Mandobi em pastagens estabelecidas

Valentim e colaboradores · Embrapa Acre

Circular Técnica 73, 16 páginas. Implantação, pp. 2–8; orçamento histórico, p. 10, Tabela 1; resultados de corte, p. 11.

Consulta: 27/10/2026Produção, qualidade e rastreabilidade de sementes

Ministério da Agricultura e Pecuária

Referências públicas para enquadrar as atividades e a destinação dos lotes. A situação atual da cultivar e as condições de autorização devem ser verificadas antes da produção comercial.

RENASEM · RNC/SNPC